Substitua o "se" de suas frases por "quando" e assim você verá as verdadeiras possibilidades.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Eu sou o exagero!
Eu gosto do diferente, do "fora da casinha", do que desconhece a rotina.
Eu gosto de chocar, de provar o contrário, de mostrar que as possibilidades são infinitas.
Eu gosto de ir na contra-mão. Eu gosto de incomodar, de apertar a ferida.
Eu gosto de discordar de mim mesma, de testar meu limite, de ver até onde consigo ir.
Gosto de descobrir o que existe além da realidade. Gosto de procurar o pote de ouro.
Eu gosto da falta de destino, de me vestir sem pensar na chuva, de não usar relógio.
Eu gosto da falta de controle, do caos, da sensação que o fim se aproxima e a certeza de que você pode alterá-lo.
Eu sou peixe que pula do aquário pois prefere a "morte morrida" do que a morte em vida.
Eu gosto de pressão, de sentir a navalha passando pela corda que me segura.
Eu gosto do risco, do traço, da linha fina que separa o correto da demência.
Eu gosto de lutar por causas perdidas, defender assuntos esquecidos, torcer por revoluções.
Eu gosto do "ingostável".
Não apareça com exemplos e histórias já vividas. Eu pratico o diferente e seguirei com prazer o contrário de tudo o que você me disser, por mais irracional que seja.
Porque eu sou incontrolável! Eu sou o abaixo do fundo do poço, sou o acima do azul do céu.
Eu sou o padrão do contrário, a verdade da mentira, a criança do adulto, a crença da ilusão.
Eu já não sou mais nada disso!
Eu sou sempre o novo em busca do passado.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
As escolhas
"De vez em quando, fico pensando em coisas bem absurdas, tipo: o que seria pior, viver sem ar-condicionado ou sem telefone? Claro que esses pensamentos têm a finalidade exclusiva de esquentar bastante a minha cabeça e, apesar de nunca ter certeza de minhas preferências, me obrigo a ter que decidir - e não vale escolher o ar-condicionado no verão. E você, prefere ficar sem luz ou sem água? Difícil escolha, não?
Se tivesse que eleger uma única cidade no mundo para onde pudesse viajar quantas vezes quisesse até o fim dos seus dias - mas só pode ser uma -, qual seria ela? Grande problema.
Nova York está meio fora de questão, por razões óbvias; Paris é sempre uma maravilha, mas, depois de uma decisão tomada, você não poderia nunca mais ir àquela praia do Nordeste que ama tanto, nem passar o fim de semana numa pousada na montanha, nada; viveria o resto da vida entre a cidade em que mora e Paris - e assim fica meio sem graça, não?
Quais são os seus três pratos prediletos? A escolha é livre e pode ir de uma feijoada ao melhor foie gras do mundo, mas até o último dos seus dias você só teria o direito de comer essas três coisas, no almoço e no jantar. OK, não vamos radicalizar, cinco. Mas não seria insuportável saber que ia ter que ficar só nelas para o resto da vida?
Essas bobagens me levam a pensar que qualquer coisa que se sabe ser eterna perde seu encanto e que a graça é o inesperado, mesmo correndo o risco de sofrer. Vamos supor que sua vida esteja ótima, em todos os sentidos; se descesse um anjo do céu e dissesse que ela vai continuar assim, sem uma só novidade, um só imprevisto, para sempre, e talvez pior: que sua vida vai ser não só sempre igual, como também eterna. Tem castigo maior?
Aí você casa e jura, diante de Deus, que vai amar aquele homem para sempre - e ele a você, claro. Não tem nada melhor no mundo do que amar um homem loucamente e ter a certeza absoluta de que ele só pensa em você, que jamais olhará para outra mulher, que se Catherine Zeta Jones aparecer nua diante dele será dispensada, pois ele só quer você. Maravilhoso, não? Sim, mas em termos.
Sabendo que não corre nenhum risco, você vai relaxar e até mesmo desvalorizar o homem que tem a seu lado. Nada como um certo perigo e alguma insegurança que façam você viver mais ou menos no fio da navalha para que a vida tenha mais sabor. A monotonia, o previsível, o que se espera (e acaba sempre acontecendo) podem fazer da vida uma monotonia extrema.
Mas as coisas não são assim tão fáceis. Voltando ao marido, você tem duas opções, sendo que a primeira seria ter um que chegasse toda noite às 7h30, com um pacotinho de biscoitos amanteigados, que fosse fiel como um cão, que te desse todas as certezas do mundo e que, como quase todo homem muito fiel, fosse meio sem imaginação, incapaz de grandes arroubos, a tal ponto que às vezes você se pegasse sonhando com alguma coisa que não sabe bem o que é, mas que não tem nada a ver com ele.
Já a segunda opção seria um homem cheio de criatividade, que de vez em quando te agarrasse querendo ir aos finalmentes dentro do elevador, um homem cheio de surpresas, capaz de vender o carro para levar você ao Caribe e que te deixasse sempre ligada na tomada, sabendo - ou achando - que, se passar uma vadia, ele é bem capaz você bem sabe de quê, como aliás fez com você.
Você tem certeza de qual dos dois escolheria? Certeza absoluta?
Pois eu não."
(Danuza Leão)
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Rotina
"Todo dia ela faz tudo sempre igual"
Acordar às 5h15 da manhã, andar 20 minutos a pé até o ponto de ônibus, pegar um ônibus que demora quase uma hora pra chegar na faculdade, andar mais 15 até chegar finalmente em minha sala.
Minha aula termina às 11h40, mas os professores parecem não saber disso e insistem em continuar discursando até às 12h. Sem tempo pra almoçar, compro um salgado qualquer e "corro" por 20 minutos até o outro ponto de ônibus onde pego o ligeirinho que vai pro meu trabalho.
Mais uma hora dentro do ônibus. Mais 15 minutos andando a pé.
O estágio é ótimo! O problema é o desgaste mental... sem comer... sem dormir direito... enfim, a ideia é sobreviver.
Após seis horas de música, companhia e muita concentração, finalmente o relógio indica que posso ir embora - são 19h.
Mais 15 minutos a pé, e volto pro terminal. Pego meu primeiro ônibus em direção da minha casa. 25 minutos depois, pego o segundo, em um tubo no meio do caminho. 20 minutos depois, chego no segundo terminal do dia e espero alguns minutos pelo meu terceiro e último ônibus do dia (graças!). Quando ele finalmente chega, eu entro e a única coisa que consigo é pensar na minha cama e em uma ótima noite de sono!
Mas a parte 2 ainda nem começou!
Chego em casa e preciso lavar a louça. Se for quarta-feira (como hoje), além da louça, tenho que lavar roupas. Tenho que preparar algo saudável pra comer (minha primeira refeição do dia - considerando que lanchinhos e pão de queijo não são refeições). Banho! Finalmente, BANHO!
Lá pelas 22h30, quando o lerê-lerê acaba, é hora de pensar em... dormir! Dormir? Mas já? NÃO! Estudar! É hora de dar uma olhada na matéria da faculdade, ver o que precisa ser feito pro dia seguinte e rezar pra que alguma alma caridosa tenha escrito minhas matérias ou assistido o Jornal Hoje pra decupagem de telejornalismo. Mas não... acho que as almas caridosas não têm a chave do meu apartamento.
Agora sim: CAMA! Boa noite!
Opa, mas tem alguma coisa errada! O que é esse barulhinho distante que fica cada vez mais alto? Ai, não... 5h15 de novo!
"Todo dia ela faz tudo sempre igual"
Paaaai, me dá um carro?
domingo, 15 de novembro de 2009
Sumi, mas não morri
Galera,
sei que dei uma sumida feia aqui do blog e peço desculpas. Sinto muita falta de escrever aqui e também de comentar no blog de vocês! Mas, juro, é por um bom motivo.
Eu finalmente (e graças a Deus!) arrumei um estágio! Tô trabalhando com produção na Massa FM aqui em Curitiba, na 97.7. Curtam o som de lá que é massinha! Opa, é MASSA! haha
Prometo que vou me esforçar ao máximo pra escrever mais vezes.
Beijo!
sei que dei uma sumida feia aqui do blog e peço desculpas. Sinto muita falta de escrever aqui e também de comentar no blog de vocês! Mas, juro, é por um bom motivo.
Eu finalmente (e graças a Deus!) arrumei um estágio! Tô trabalhando com produção na Massa FM aqui em Curitiba, na 97.7. Curtam o som de lá que é massinha! Opa, é MASSA! haha
Prometo que vou me esforçar ao máximo pra escrever mais vezes.
Beijo!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ah, o amor...
"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer"
(Clarice Lispector)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Money que é good nóis no have
"O grilo todo é por causa da grana. Quando acabar a grana, os problemas do mundo se acabam. Porém, que não me falte nenhuma enquanto não acabar"
(Mestre Tim Maia)
se não for pedir muito, não falte pra mim também, por gentileza!
Assinar:
Postagens (Atom)

