
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Incompreensível
Qual é o máximo de hipocrisia que sua vida consegue suportar?
Você pode conviver com aquelas pessoas que falam uma coisa mas praticam outra?
Você sobrevive ao fato de que políticos são eleitos com promessas que não passam de mentiras?
Você fecha os olhos diante de um mendigo que cruza o seu caminho?
Você ignora quando um pedido de socorro lhe é enviado, sabendo que aquilo não é difícil para você realizar?
Eu não sei bem qual é o limite de hipocrisia que um ser humano consegue suportar... tenho minhas dúvidas! Tudo isso me faz mal... me sinto menos humana... e não culpo quem também se sente assim! O medo não permite que a gente faça tudo o que tem vontade, não é mesmo?
Fico pensando nesses sobreviventes do Haiti... pessoas que não têm culpa de nada... que não prejudicam ninguém... e que precisam conviver com milhares de cadáveres espalhados pelo chão, como se uma criança tivesse derrubado, sem querer, um pacote de bolachas e farelinhos tivessem caído.
Quanta ilusão!
E nós aqui... em nossas casas seguras, com nossos carros modernos, nossos celulares com acesso à internet, nossa pressa, nossos desejos, nossa falta de bom senso!
Enquanto desperdiçamos comida por acharmos que se trata de resto, aquele povo luta apenas pela vida. Não quero dar uma de Galvão Bueno e ler pensamentos, mas acredito que aqueles que sobreviveram ao terremoto no Haiti deram um tempo nos grandes sonhos e estão apenas vivendo a realidade. Estão apenas pensando em fazer sua parte, em continuar sobrevivendo... pois o terremoto não foi o fim... foi apenas o começo de uma série de tristeza, solidão, conflitos entre homens, medo...
Quase 200 mil pessoas morreram, infelizmente. Mas o que essas pessoas não podem deixar morrer também é a força de vontade, a alegria de viver, a esperança... falar sobre tudo isso agora parece tão contraditório! Mas não podemos deixar de acreditar, sempre! A vida pode melhorar!
Só não seja hipócrita... não feche seus olhos, não fuja da realidade, não tenha medo! Faça a sua parte!
Talvez Deus tenha posto isso nas vidas dessas pessoas pois elas andavam meio incrédulas. Então não seja assim você também! Não torne necessário que Deus também esfregue a realidade em sua cara. Aja hoje! Pratique o que o seu coração está pedindo.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Cirurgia de lipoaspiração?
"Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde, outra, é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal, mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos 20 anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo acorde.
Que eu me acalma. Que o amor sobreviva.
'Cuide bem do seu amor, seja ele quem for.'"
(Herbert Viana)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Nada no passado
Substitua o "se" de suas frases por "quando" e assim você verá as verdadeiras possibilidades.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Eu sou o exagero!
Eu gosto do diferente, do "fora da casinha", do que desconhece a rotina.
Eu gosto de chocar, de provar o contrário, de mostrar que as possibilidades são infinitas.
Eu gosto de ir na contra-mão. Eu gosto de incomodar, de apertar a ferida.
Eu gosto de discordar de mim mesma, de testar meu limite, de ver até onde consigo ir.
Gosto de descobrir o que existe além da realidade. Gosto de procurar o pote de ouro.
Eu gosto da falta de destino, de me vestir sem pensar na chuva, de não usar relógio.
Eu gosto da falta de controle, do caos, da sensação que o fim se aproxima e a certeza de que você pode alterá-lo.
Eu sou peixe que pula do aquário pois prefere a "morte morrida" do que a morte em vida.
Eu gosto de pressão, de sentir a navalha passando pela corda que me segura.
Eu gosto do risco, do traço, da linha fina que separa o correto da demência.
Eu gosto de lutar por causas perdidas, defender assuntos esquecidos, torcer por revoluções.
Eu gosto do "ingostável".
Não apareça com exemplos e histórias já vividas. Eu pratico o diferente e seguirei com prazer o contrário de tudo o que você me disser, por mais irracional que seja.
Porque eu sou incontrolável! Eu sou o abaixo do fundo do poço, sou o acima do azul do céu.
Eu sou o padrão do contrário, a verdade da mentira, a criança do adulto, a crença da ilusão.
Eu já não sou mais nada disso!
Eu sou sempre o novo em busca do passado.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
As escolhas
"De vez em quando, fico pensando em coisas bem absurdas, tipo: o que seria pior, viver sem ar-condicionado ou sem telefone? Claro que esses pensamentos têm a finalidade exclusiva de esquentar bastante a minha cabeça e, apesar de nunca ter certeza de minhas preferências, me obrigo a ter que decidir - e não vale escolher o ar-condicionado no verão. E você, prefere ficar sem luz ou sem água? Difícil escolha, não?
Se tivesse que eleger uma única cidade no mundo para onde pudesse viajar quantas vezes quisesse até o fim dos seus dias - mas só pode ser uma -, qual seria ela? Grande problema.
Nova York está meio fora de questão, por razões óbvias; Paris é sempre uma maravilha, mas, depois de uma decisão tomada, você não poderia nunca mais ir àquela praia do Nordeste que ama tanto, nem passar o fim de semana numa pousada na montanha, nada; viveria o resto da vida entre a cidade em que mora e Paris - e assim fica meio sem graça, não?
Quais são os seus três pratos prediletos? A escolha é livre e pode ir de uma feijoada ao melhor foie gras do mundo, mas até o último dos seus dias você só teria o direito de comer essas três coisas, no almoço e no jantar. OK, não vamos radicalizar, cinco. Mas não seria insuportável saber que ia ter que ficar só nelas para o resto da vida?
Essas bobagens me levam a pensar que qualquer coisa que se sabe ser eterna perde seu encanto e que a graça é o inesperado, mesmo correndo o risco de sofrer. Vamos supor que sua vida esteja ótima, em todos os sentidos; se descesse um anjo do céu e dissesse que ela vai continuar assim, sem uma só novidade, um só imprevisto, para sempre, e talvez pior: que sua vida vai ser não só sempre igual, como também eterna. Tem castigo maior?
Aí você casa e jura, diante de Deus, que vai amar aquele homem para sempre - e ele a você, claro. Não tem nada melhor no mundo do que amar um homem loucamente e ter a certeza absoluta de que ele só pensa em você, que jamais olhará para outra mulher, que se Catherine Zeta Jones aparecer nua diante dele será dispensada, pois ele só quer você. Maravilhoso, não? Sim, mas em termos.
Sabendo que não corre nenhum risco, você vai relaxar e até mesmo desvalorizar o homem que tem a seu lado. Nada como um certo perigo e alguma insegurança que façam você viver mais ou menos no fio da navalha para que a vida tenha mais sabor. A monotonia, o previsível, o que se espera (e acaba sempre acontecendo) podem fazer da vida uma monotonia extrema.
Mas as coisas não são assim tão fáceis. Voltando ao marido, você tem duas opções, sendo que a primeira seria ter um que chegasse toda noite às 7h30, com um pacotinho de biscoitos amanteigados, que fosse fiel como um cão, que te desse todas as certezas do mundo e que, como quase todo homem muito fiel, fosse meio sem imaginação, incapaz de grandes arroubos, a tal ponto que às vezes você se pegasse sonhando com alguma coisa que não sabe bem o que é, mas que não tem nada a ver com ele.
Já a segunda opção seria um homem cheio de criatividade, que de vez em quando te agarrasse querendo ir aos finalmentes dentro do elevador, um homem cheio de surpresas, capaz de vender o carro para levar você ao Caribe e que te deixasse sempre ligada na tomada, sabendo - ou achando - que, se passar uma vadia, ele é bem capaz você bem sabe de quê, como aliás fez com você.
Você tem certeza de qual dos dois escolheria? Certeza absoluta?
Pois eu não."
(Danuza Leão)
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